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| (O "Homem Vitruviano" de Leonardo da Vinci) |
Foi Pitágoras de Samos (571-497 a.C.), filósofo pré-socrático, que provavelmente descobriu a "proporção áurea". Desde a Antiguidade até os dias atuais, passando pela Renascença, a proporção áurea foi muito utilizada para que o ser humano se projetasse no espaço e no tempo, e representasse esta própria projeção em imagens. Tal projeção possibilita a criação ou comparação de imagens ou sistemas iguais em proporções diferentes, transformando a perspectiva do igual em uma diferença puramente ilusória.
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| (os segmentos do pentagrama estão dispostos em proporção áurea) |
A proporção áurea foi representada através do pentagrama que passou a simbolizar a escola pitagórica. O pentagrama simbolizava o próprio conteúdo da escola no homem, e o próprio homem no cosmo divinizado. Na figura ao lado (cujos número são aproximações), o segmento interno do pentagrama representa o humano em uma proporção 1,61803398875 menor que o segmento externo. Ambos envolvidos por um círculo perfeito que insere o divino (o áureo) nesse sistema micro e macro cósmico. O pentágono faz menção aos cinco aspectos da natureza humana - a a terra, a água, o ar, o fogo e o éter - que toca o divino (o círculo) a partir do cosmo, da Natureza. A proporção áurea seria o número por excelência, a essência das essências.
Todavia, simbolismo à parte, o que nos interessa nessa reflexão é pensar como a razão áurea ajudou os pitagóricos a construírem o Humanismo de sua escola. A proporção áurea ao invés de desvalorizar a natureza humana, diminuindo-a ante o universo, atribuía o caráter divino ao Homem mediante a sua integridade junto à Natureza. O Homem como um todo não era nada sem o Cosmo. Subtraído à Natureza o Homem não tocaria o Divino. Eis o que significava a proporção áurea!
O Movimento Zeitgeist, ao nosso ver, tem a mesma função: naturalizar o Homem integrando ele ao Todo. O ser do humano depende do que ocorre fora de sua casa, sua cidade, seu país, de seu mundo. O que ocorre no espaço sideral repercute em nosso pequenino planeta. Portanto, um novo "Espírito Humano" urge em nascer! O Homem só se sustentará se utilizar aquilo que ele tem de benéfico em seu proveito. E isto quer dizer: em proveito de todos os seres, orgânicos e inorgânicos, que dependem de nós e de quem dependemos mais ainda.
A Força Humana não está em fazer o planeta e seus filhos de reféns, como muitos filósofos e cientistas insistem em dizer, mas em perceber que somos reféns de nós mesmos. Que possamos perceber a razão áurea que se encontra dentro de nós mesmos, por meio das capacidades meramente humanas, para então enxergar fora de nosso ego a perfeição da Natureza - o DIVINO.


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