quinta-feira, 24 de julho de 2014

Decadência Cultural e Insanidade


Muitas vezes me perguntam: o que é Zeitgeist? Minha consciência já me alerta sobre minha prolixidade. 
Aí, elas perguntam: qual o objetivo do Movimento Zeitgeist? As necessidades sociais já me impelem a olhar o relógio.
Mas, inspirando as últimas esperanças de minha alma, eu lhe pergunto: você enxerga minha alma?
Normalmente elas riem e, com tom cômico, rebatem: você não é fantasma para eu ver sua alma vagando!
É quando encerro o assunto: pois é, você só aprendeu a olhar para as almas dos mortos porque vem de uma cultura cancerígena!
Aí, ela se silencia e durante alguns segundos, sem entender nada, ela desfruta em seu ser o remédio para sua doença.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

A DIVISÃO É UMA ILUSÃO (KRISHNAMURTI)



Grande pensador e espiritualista indiano, Krishnamurti nos ensina que todo tipo de divisão é meramente uma ilusão do ego humano... o individualismo é a maior arma da exploração sistêmica entre irmãos e fonte de todas as prisões que nossa consciência, ou o limite dela, nos impões cotidianamente. Não acreditem nele, percebam a sua volta.

Paz!


domingo, 6 de abril de 2014

ZEITGEIST, O CLIMA CULTURAL QUE NOS CERCA

(projeção da Nuvem de Oort)
A chamada Nuvem de Oort é um conjunto de corpos espaciais compostos basicamente por meteoritos, asteroides e, principalmente, cometas que circundam o Sistema Solar. Os astrônomos terrestres têm imensas dificuldades em estudá-la devido à impossibilidade de observá-la diretamente. Seria como se observássemos uma neblina dentro de sua própria nuvem. Não a conceberíamos como um todo e, provavelmente, nem se quer saberíamos de sua existência já que ela compreenderia o nosso próprio meio de percepção.

No entanto, como os astrônomos sabem da existência e estudam a Nuvem de Oort? Analisando os seus efeitos dentro do Sistema Solar!

Esse raciocínio pode ser aplicado para pensarmos o zeitgeist. Sabe-se que a palavra alemã zeitgeist designa um "clima cultural" de determinado período. Pois bem, esse clima cultural envolve o ser humano definindo o equilíbrio do seu sistema interno, sua alma. Assim, como perceber o quanto essa nuvem de cultura interfere em nossas vidas? Existiram poucos Homens que conseguiram compreender que tal clima interferia em suas emoções, sentimentos, desejos e escolhas, muitas vezes transviando sua própria personalidade. Todavia, semelhante aos astrônomos, nós podemos perceber a ação do zeitgeist em que estamos imersos observando seus efeitos em nossa alma, se corroboram ao equilíbrio ou ao desequilíbrio do nosso sistema psíquico.

Talvez fosse isso que Sócrates defendesse ao pregar à máxima do Oráculo de Delfos: "homem, conhece-te a ti mesmo".





quinta-feira, 3 de abril de 2014

A VERDADEIRA REVOLUÇÃO É INTERNA

Clipe do rapper egípcio Omar Affendum sobre a Revolução Egípcia 
da Primavera Árabe




Krishnamurti, amigo e sábio indiano, dizia que "a verdadeira revoluçâo é interior". No caos em que vivemos, entre os opostos da passividade e da revolta, o verdadeiro ato revolucionário é a percepção desperta. Enxergar a verdadeira causa de ambas as reações é o que nos incita à Trasformação. Porém, o conhecimento teórico, empírico, emocional e sentimental, instâncias que formam verdadeiramente nossa espiritualidade, é o que nos leva a agir, alimentando a nossa essência cultural e materializando um novo mundo. Meu parceiro Affendum enxergou o seu país e poetizou a revolta que sentiu em seu coração. 

Salaam-aleikum.

sábado, 29 de março de 2014

A PROPORÇÃO ÁUREA, O HOMEM UNIVERSAL

(O "Homem Vitruviano" de Leonardo da Vinci)


   Foi Pitágoras de Samos (571-497 a.C.), filósofo pré-socrático, que provavelmente descobriu a "proporção áurea". Desde a Antiguidade até os dias atuais, passando pela Renascença, a proporção áurea foi muito utilizada para que o ser humano se projetasse no espaço e no tempo, e representasse esta própria projeção em imagens. Tal projeção possibilita a criação ou comparação de imagens ou sistemas iguais em proporções diferentes, transformando a perspectiva do igual em uma diferença puramente ilusória.
(os segmentos do pentagrama estão dispostos em proporção áurea)
    
    A proporção áurea foi representada através do pentagrama que passou a simbolizar a escola pitagórica. O pentagrama simbolizava o próprio conteúdo da escola no homem, e o próprio homem no cosmo divinizado. Na figura ao lado (cujos número são aproximações), o segmento interno do pentagrama representa o humano em uma proporção 1,61803398875 menor que o segmento externo. Ambos envolvidos por um círculo perfeito que insere o divino (o áureo) nesse sistema micro e macro cósmico. O pentágono faz menção aos cinco aspectos da natureza humana - a a terra, a água, o ar, o fogo e o éter - que toca o divino (o círculo) a partir do cosmo, da Natureza. A proporção áurea seria o número por excelência, a essência das essências.

   Todavia, simbolismo à parte, o que nos interessa nessa reflexão é pensar como a razão áurea ajudou os pitagóricos a construírem o Humanismo de sua escola. A proporção áurea ao invés de desvalorizar a natureza humana, diminuindo-a ante o universo, atribuía o caráter divino ao Homem mediante a sua integridade junto à Natureza. O Homem como um todo não era nada sem o Cosmo. Subtraído à Natureza o Homem não tocaria o Divino. Eis o que significava a proporção áurea!

   O Movimento Zeitgeist, ao nosso ver, tem a mesma função: naturalizar o Homem integrando ele ao Todo. O ser do humano depende do que ocorre fora de sua casa, sua cidade, seu país, de seu mundo. O que ocorre no espaço sideral repercute em nosso pequenino planeta. Portanto, um novo "Espírito Humano" urge em nascer! O Homem só se sustentará se utilizar aquilo que ele tem de benéfico em seu proveito. E isto quer dizer: em proveito de todos os seres, orgânicos e inorgânicos, que dependem de nós e de quem dependemos mais ainda. 

   A Força Humana não está em fazer o planeta e seus filhos de reféns, como muitos filósofos e cientistas insistem em dizer, mas em perceber que somos reféns de nós mesmos. Que possamos perceber a razão áurea que se encontra dentro de nós mesmos, por meio das capacidades meramente humanas, para então enxergar fora de nosso ego a perfeição da Natureza - o DIVINO.